Não tenho por hábito escrever o que vai dentro de mim,
Se um simples momento de alegria ou algo assim.
Nem sei mesmo porque escrevo,
Talvez queira fazer algo novo, com algum relevo.
A Literatura e poesia nem sempre me agradaram,
Porém são uma das várias maneiras de exprimir
Aquilo que Vivemos, que sentimos e também alguns momentos que nos marcaram.
Desde pequeno comecei a ler e a escrever, sem medo de inventar
Apalpava o terreno sempre sereno, com um atencioso olhar,
Criticava e critico tudo o que vejo, seja bom, miserável ou defeituoso
São todas estas coisas da vida que me movem e me dão um certo gozo
Não me é fácil desgostar, o difícil é adorar,
Não me surpreendo com o presente, e tenho ânsias pelo futuro
Pelos tempos vindores que trarão abaixo o muro.
Muro esse que nos divide e nos transforma em mentecaptos sem habilidade de pensar.
Muitas das vezes sinto me como uma vítima dos tempos
Apesar de ter uma mentalidade aberta, influenciável sou pelos inventos
Não sou revivalista nem perto, mas respeito o passado
Dantes havia sempre um livro aberto, hoje há sempre um fechado.
Henrique Lourenço
5/9/10
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